terça-feira, 8 de junho de 2021

SAÚDE E QUALIDADE DE VIDA EM TEMPO DE PANDEMIA

Estamos vivemos tempos muitos difíceis e tristes, e ao mesmo tempo, estamos aprendendo muitas coisas novas e como nos relacionarmos com essa nova realidade. Um das coisas que estamos aprendendo são os cuidados com a saúde e novos hábitos higiênicos: como lavar mais as mãos e usar o álcool 70%, higienizar bem a casa, manter a casa arejada e iluminada, não colocar a mão suja na boca, no nariz e nos olhos, a usar máscara, manter a distanciamento de outra pessoa, fazer o isolamento social, tudo por causa de um vírus, o Coronavírus. São essas pequenas atitudes que podem evitar a contaminação pelo vírus do Covid-19 ou qualquer outro vírus prejudicial a saúde. 

Para auxiliar na compreensão sobre essa nova realidade veja o vídeo abaixo, disponível no youtube (link para acesso é https://youtu.be/81ppA-wxUOg)



Com o vídeo é possível compreender como o Coronavírus se propaga e como ele entra no nosso organismo, demonstrando a importância de algumas medidas de segurança e o controle de transmissão do vírus para mais pessoas. Atualmente, o que se sabe, que com a vacinação o controle será maior e terá um maior impacto na esfera global, proporcionando a volta das nossas rotinas no convívio social. 

Mas é importante lembrar que a morte por complicações da Covid-19 continua e marcou a história da humanidade como sendo a maior pandemia mundial enfrentada pelo ser humano, com um número alto de pessoas mortas, de contaminação, com a velocidade em que o vírus se propagou e na ineficiência de alguns governos para conter amplitude de contaminação do vírus. O gráfico abaixo, indica o número de “Mortes por Covid-19 no Brasil ao longo de 2020”.  

O gráfico acima mostra o alto e baixo índices no número de mortes por Covid-19 no Brasil, no ano de 2020. Segundo a CNN, “o pior mês da pandemia continua sendo julho, quando 32.881 pessoas morreram em decorrência da Covid-19”. E não estamos considerando o número de pessoas que foram contaminadas pelo vírus e sofrem com suas consequências. O mês de dezembro, que é um mês de comemoração do natal e do ano novo, o gráfico mostra, que houve um aumento no número de mortes foi de 65% em comparação a novembro. Quer dizer, no ano de 2020, muitas famílias não puderam comemorar o natal e a virada do ano com seus entes queridos, amigos e familiares, passando esta data tão especial com dor, perda e tristeza.

No ano de 2021, no Brasil, os números continuam altos nos casos de mortes por Covid-19. Atualmente ultrapassa o número de 414 mil pessoas mortas pelo vírus, isso representa, mais do que a população de Palmas, que está com 306.296 habitantes. Ou seja, nessa comparação, seria uma capital do Brasil devastada pela Covid-19. No Tocantins, já são mais 2.615 mortos e 162 mil pessoas contaminadas. De acordo, com o Ministério da Saúde(2020), o vírus da Covid-19 em a mesma forma que outros vírus respiratórios, sendo transmitido principalmente por três modos: contato, gotículas ou por aerossol. Oque torna mais difícil combater a transmissão do vírus, de forma individual, exigindo que todos se empenhem no enfrentamento ao vírus.

Em relação a Educação Física, saúde e qualidade de vida, tema tão discutido pela área da Educação Física, segundo os autores Daronco, Pozzobon, Ramos, Oliveira, Berria (2021) a prática sistemática e contínua da atividade física atua principalmente no combate a obesidade, hipertensão, colesterol alto, doença hepática gordurosa, doença arterial coronariana, entre outras. Essas doenças mostraram que são consideradas comorbidades associadas a síndrome metabólica crônica, por estarem, relacionadas as alterações metabólicas decorrentes a excesso de gordura corporal. São doenças silenciosas que deixam o organismo mais baixa imunidades e suscetível ao vírus do Covid-19, podendo levar a morte. 

Os autores continuam, "os benefícios de um estilo de vida ativo sejam conhecidos, a prevalência de indivíduos que não atendem as recomendações para a prática de atividades físicas no Brasil e no mundo é elevada. Essa situação foi agravada pela pandemia da COVID-19, que impôs a necessidade de restrições de circulação e distanciamento social, dentre outras medidas, para conter o contágio do vírus. Estudos já reportaram redução nos níveis de atividade física de intensidade moderada a vigorosa e aumento do comportamento sedentário, bem como, de outros comportamentos de risco à saúde, considerando os hábitos dos participantes antes e durante a pandemia" (Daronco,  Pozzobon,  Ramos, Oliveira, Berria, 2021, p. 4). Isso reflete nas nossas crianças, adolescentes e jovens que mesmo não sendo grupo de risco para as complicações do Covid-19, se encontram em casa, sedentários, sem nenhuma orientação de prática de atividade física, tendo que cumprir com o distanciamento social e evitar aglomerações, muitas vezes ociosos com os meios eletrônicos, como televisão e jogos de celular. 


REFERENCIAL:

DARONCO, Luciane Sanchotene Etchepare; POZZOBON, Daniel; RAMOS, Darcieli Lima; OLIVEIRA, Josi Mara Saraiva de; BERRIA, Juliane. EDUCAÇÃO FÍSICA E SAÚDE EM TEMPOS DE COVID-19. Observatório Socioeconomico da Covid-19: Ministério da Educação. Universidade de Santa Maria. 2021.

BRASIL. Ministério da Saúde. O que você precisa saber. Disponível em: <https://coronavirus.saude.gov.br/>. Acessado no dia 20 de abril de 2021

Hábitos que podem ajudar a sua saúde mental em tempos de Coronavírus. Disponível em:<https://saudebrasil.saude.gov.br/eu-quero-me-exercitar-mais/habitos-que-podem-ajudar-a- sua-saudemental-em-tempos-de-coronavirus>. Acessado em 22 de abril de 2021.

Mortes por Covid-19 cresceram 65% em dezembro no Brasil. Disponível em:<https://www.cnnbrasil.com.br/saude/2021/01/05/mortes-por-covid-19-cresceram-65-em-dezembro-nobrasil>. Acessado em 06 de maio de 2021.

Politize! O que faz a Organização Mundial da Saúde. Disponível em:<https://www.politize.com.br/organizacao-mundial-da-saude/ . Acessado no dia 22 de abril de 2021.

EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR

Você sabe o que é Educação Física? O termo Educação Física remete à ideia de educar o físico. Mas o que isso significa? Fortalecer a musculatura? Praticar esportes? Adquirir postura? Bem, a Educação Física nasceu como uma disciplina cujo objetivo era disciplinar os indivíduos a partir dos seus corpos. Ou seja: a Educação Física está historicamente atrelada a um método de dominação do indivíduo. É preciso compreender que a Educação Física é uma disciplina obrigatório do currículo escolar e que apresenta características próprias, como veremos a seguir.


O termo Educação Física pressupõe a ideia de controle do corpo ou, ainda de controle físico. Educar, desde o século XVII, é uma ação que está intimamente relacionada à disciplina corporal, a separação proposta por René Descartes¹, entre corpo e mente, torna-se base de todo o processo educacional ocidental. Fato bastante visível nas salas de aulas: o corpo fica sentado e parado, sem “atrapalhar” o exercício de raciocínio e de aprendizado feito pela mente.


No início, a Educação Física foi inserida no currículo escolar como um momento para a prática da ginástica, com a finalidade de deixar o corpo saudável. Após muitas reformas e mudanças no currículo, a ideia de Educação Física foi ampliada, no desenvolvimento das diversas práticas corporais, ao mesmo tempo, interligando com os outros componentes curriculares.

Segundo a Base Nacional Comum Curricular, a Educação Física na escola deve ser constituída em seis unidades temáticas, abordadas ao longo da Educação Básica:

• Brincadeiras e Jogos

• Esportes

• Ginásticas

• Lutas

• Danças, atividades rítmicas e expressivas

• Práticas corporais de aventura

Essas unidades temáticas podem ser trabalhadas nas aulas de Educação Física em conjunto, relacionadas entre si ou não, em uma mesma aula. Por exemplo, jogos e lutas, com os jogos de oposição. Existe, também, outras temáticas transversais, como: conhecimento sobre o corpo, a saúde e qualidade de vida, a inclusão, o meio ambiente, o projeto de vida, o empreendedorismo, a ética, a orientação sexual, entre outros.

Desse modo, as unidades temáticas podem ser agrupadas em blocos:

Conhecimento sobre o corpo e o movimento

Brincadeiras e jogos, ginástica, esporte e luta.

Expressão corporal, como a dança, o teatro, a música e a arte.

Práticas corporais de aventura, os esportes radicais: urbanos ou na natureza

Se analisarmos uma aula em que o professor trabalha apenas os quatro esportes coletivos (voleibol, basquetebol, futebol e handebol), durante toda a educação básica, percebemos o quão pobre e excludente se torna a experiência sobre o corpo e o movimento nessas aulas. Nesse sentido, é fundamental a reflexão e a compreensão do estudante sobre si e sobre a sociedade em que está inserida, para que seja ampliada a visão sobre sua cultura e de outras culturas, a fim de efetivar a disciplina de Educação Física como um componente curricular educacional.

A Educação Física tem uma vantagem educacional que poucas disciplinas têm: o poder de adequação das unidades temáticas ao grupo social em que será trabalhada. Esse fato permite uma liberdade de trabalho, bem como uma liberdade de avaliação – do grupo e do indivíduo – por parte do professor, que pode ser bastante benéfica ao processo geral educacional do aluno.

Texto adaptado da autora Paula Rondinelli

¹ René Descarte nasceu em 31 de março de 1596, em La Haye, a cerca de 300 quilômetros de Paris. Foi um filósofo, físico e matemático francês. Foi chamado o “pai da filosofia moderna e da matemática moderna”. A partir de Descartes inaugurou-se o racionalismo da Idade Moderna (wikipédia).

Referencial:

RONDINELLI, Paula. Educação Física. Disponível no site: <https://brasilescola.uol.com.br/educacao-fisica>. Acessado no dia 15 de janeiro. 


Atividade

Agora que você leu todo o texto com muito cuidado e atenção, desenvolva um resumo do texto acima de 10 linhas, falando o que é Educação Física Escolar? E entregue na próxima aula. 


sábado, 23 de março de 2019

A COOPERAÇÃO NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA ATRAVÉS DE JOGOS E BRINCADEIRAS

As aulas de Educação Física e as práticas de atividades físicas estão ligados, atualmente, ao modelo de competição, ou em determinar quem é melhor, ou quem é o vencedor, prevalecendo o sentimento de alegria para um e tristeza para o outro. É muito comum a competição ser usado como estímulo a participação de alguma atividade. Até funciona para alguns alunos e pessoas, mas não é regra e não funciona para todos, pois usa a exclusão dos menos habilidosos como fator de resolução dos problemas.

O que fazer para as outras pessoas que não foram estimuladas a participar, através da competição? Retirar, excluir da brincadeira? Julgar que esta pessoa não gosta? Não se interessa? Pronto tá resolvido, quem não quer, não participa? Pois é, são todos elementos competitivos, individuais e de exclusão, absorvidos das nossas relações humanas vivenciadas diariamente uns com os outros. E aparecem muito nas falas e nos discursos das pessoas. O que comprova porque os meninos são duas vezes mais ativos que as meninas. 


Os jogos cooperativos vem com outra proposta. Uma proposta de inclusão de todos e respeito aos diferentes nível de habilidades, da importância a coletividade, da alegria e satisfação de todos, todos podem vencer, onde todos são vencedores juntos e misturados. Quando pesquisamos na internet ou perguntamos a alguém podemos encontrar várias definições e pensamento sobre o tema. Veja abaixo as opiniões de alguns sites e de algumas pessoas.

“São dinâmicas de grupo, que o principal objetivo é despertar a consciência de cooperação e promover efetivamente a ajuda entre as pessoas e aprender a considerar o outro que joga como um parceiro, e não como adversário. Podendo fazer com que a pessoa aprenda a se colocar no lugar do outro, e não priorizar apenas o seu lado, só o individualismo, a performance, o rendimento, a vitória, cópia do esporte competitivo que assistimos na TV.”

“Os Jogos Cooperativos são jogos para unir pessoas, e reforçar a confiança em si mesmo e nos outros, as pessoas geralmente participam autenticamente, pois ganhar ou perder não é o que realmente importa, e sim o processo como um todo. Os jogos cooperativos resultam numa vontade de continuar jogando, e aceitar todos como são verdadeiramente.”

“O jogo cooperativo pode ajudar as pessoas a se libertarem da competição, o que não é muito fácil, pois seu objetivo maior é a participação de todos por uma meta em comum, sem agressão física, e cada um no seu próprio ritmo, onde os problemas são resolvidos coletivamente, sem ninguém ficar para trás ou ser excluída, todos devem ser considerados importantes para a equipe.”

“Os jogos cooperativos ajudam as pessoas a aprenderem a trabalhar em grupos, muito por não existir uma faixa etária específica em cada jogo, desde crianças até adultos. O que mais importa em jogos cooperativos é a colaboração de cada indivíduo do grupo, e o que cada um tem para oferecer no momento da atividade."

“Neste tipo de jogo, é reforçada a noção de grupo, porque uma determinada tarefa é cumprida de forma mais eficaz com a ajuda dos vários elementos da equipe. Pode haver uma competição entre duas equipes ou haver apenas uma equipe.”


O vídeo apresenta dois exemplos de jogos cooperativos, a dança da cadeira e a travessia, e uma explicação bem bacana, do conceito, da aplicação, da competição nos nossos dias e as dificuldades de trabalhar em equipe. 

Nas nossas aulas de Educação Física, os jogos como pigue – corrente, nunca 4, salve bandeirinha, queimada, os 10 passes, tiveram como objetivo principal a cooperação mesmo que os alunos não tenham entendido isso nos jogos ou não tenham aplicado durante o jogo, pois tudo é um processo, um embate, uma reflexão e é difícil quebra o ciclo de competição.



terça-feira, 12 de março de 2019

MAIORIA DOS ADOLESCENTES SÃO SEDENTÁRIOS, UM TERÇO ESTÁ ACIMA DO PESO


Fernanda Bassette e Gabriela Cupani

Pelos critérios da OMS, menos da metade dos adolescentes brasileiros podem ser considerados ativos do ponto de vista físico. Quase 1/3 deles estão acima do peso. As causas apontadas para a inatividade vão do hábito de ficar em frente a TV, ao computador e celular, a falta de segurança para brincar na rua, a questão de gênero, baixa influência positiva em casa ou da mídia, desvalorização das práticas corporais na escola, entre outros.

O dado é de um estudo da Universidade Federal de Pelotas (RS) que avaliou 4.325 adolescentes entre 12 a 15 anos. Só 48% praticam os 300 minutos de atividade física semanal recomendado pela OMS, cerca de 01 hora por dia. E os meninos são duas vezes mais ativos do que as meninas. Os resultados podem ser semelhante para outros países, em uma pesquisa feita pela OMS, em 34 países, mostra que só 24% dos meninos e 15% das meninas preenchem os critérios mínimos recomendados.

Para chegar à conclusão, os pesquisadores brasileiros avaliam a prática de atividade física de lazer (como futebol, ciclismo, skate, etc) e atividade física de deslocamento e diária, que considera se o adolescente costuma ir à escola a pé ou de bicicleta ou subir escada ou limpar e varrer a casa, hábitos somados as práticas de atividade física, indica uma vida ativa ou não.

Segundo o educador físico, Samuel Dumith, autor do estudo, as aulas de educação física não foram consideradas porque elas não são feitas nem em quantidade nem em qualidade necessária para promover benefícios à saúde. “Os adolescentes não levam a educação físicas a sério e fazem os exercícios sem intensidade e regularidade indicada”.

A pesquisa mostra que 75% dos adolescentes fazem alguma atividade de lazer e que 73% deles caminham ou vão de bicicleta até a escola, o estudo provou que as duas ações juntas não alcançam o mínimo recomendado de exercício. Outros hábitos e estilo de vida também não são levados a sério ou não demonstram importância para o adolescente como atividade física, como subir e descer as escadas, passear com o cachorro, limpar a casa, lavar roupa, que manteria o corpo em movimento diário.

“Os adolescentes priorizam as atividades sedentárias, e isso é muito preocupante. Eles estão acima do peso e ficam, em média, quatro horas pro dia em frente a TV, ao videogame, ao computador, ao celular, enquanto se dedicam menos de um 01 hora por dia para os exercícios”, afirma Dumith.

Para Marlos Domingues, a falta de segurança explica parte dessa situação. Além disso, o nível de sedentarismo entre os pais também é alto, o que pode influenciar os hábitos dos adolescentes. “Já não se brinca na rua. A pessoa depende de alguém para levá – la às escolinhas de esportes”, diz Domingues, que é educador físico. Outras explicações podem estar relacionado ao tipo de exercício físico que é divulgado na nossa sociedade, por exemplo, o modelo competitivo, o culto ao corpo, a forma excludente e sexista, o baixo nível de conhecimento, como se quem não se adequar ao padrão social, não poderá praticar nenhum exercício físico, culpando o indivíduo e alimentando o sentido de fracasso.

Para ele, os resultados são “uma surpresa” porque, nessa faixa de idade, é difícil sofrer falta de tempo para justificar a pouca atividade. “A surpresa fica por conta da tragédia que esperamos daqui a alguns anos. Todos serão sedentários”, diz Timóteo Araújo, educador físico. Domingues concorda. “Os prejuízos à saúde só serão vistos mais tarde. A chance continuarem sedentários na idade adulta é altíssima”.

As surpresas não param por aí, os adolescentes sedentários representam um grupo de indivíduos potencialmente sedentários na vida adulta, o que os predispõem desde muito cedo às doenças crônicas não transmissíveis, como sedentarismo, obesidade, hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares. As práticas corporais ensinadas no ambiente escolar não estão contribuindo para a quebra do ciclo e estão intimamente relacionadas aos hábitos adquiridos pelos adolescentes, acompanhado com os problemas da modernidade e estilo de vida consumista, conforto e comodidade, que estão aparecendo cada vez mais cedo nas novas gerações.


OMS: 80% DOS ADOLESCENTES NO MUNDO NÃO PRATICAM ATIVIDADES FÍSICAS SUFICIENTES

A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou neste ano de 2018, um novo plano para aumentar a prática de atividades físicas até 2030. Em todo o mundo, 20% dos adultos e 80% dos adolescentes não praticam exercícios com frequência e intensidade adequada para sua faixa etária. O Sedentarismo pode agravar riscos de doenças crônicas não transmissíveis.

Atualmente, a agência da ONU recomenda que crianças e adolescentes de 05 a 17 anos pratiquem pelo menos 60 minutos diários de atividade física — moderada a intensa. Pelo menos três vezes na semana, os exercícios devem incluir atividades que fortaleçam os músculos e os ossos, que contemple grandes grupos musculares. É possível combinar exercícios que exigem mais ou menos do corpo.

Quatro em cada cinco jovens de 11 a 17 anos são considerados insuficientemente ativos pela OMS. Entre os adultos, a prática de atividade física moderada deve chegar a pelo menos 150 minutos ao longo da semana, ou de 75 minutos de duração, caso a pessoa prefira atividades intensas. Para a OMS uma pessoa sedentária é aquela que não faz nenhum exercício física regularmente ou se caracteriza pela falta de atividade física regular, que seja acima do nível de repouso, como dormir ou ficar sentado assistindo TV ou na frente do computador, são exemplos de baixo gasto energético e de inatividade física regular.

“Ser ativo é fundamental para a saúde. Mas no mundo moderno, isso está se tornando cada vez mais um desafio, em grande parte porque nossas cidades e comunidades não são projetadas da maneira correta”, afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus. “Precisamos de líderes em todos os níveis para ajudar as pessoas a terem uma vida mais saudável. Isso funciona melhor em nível de cidade, onde a maior responsabilidade é criar espaços mais saudáveis.”

A OMS alertou que alguns grupos populacionais têm menos oportunidades de terem uma vida mais ativa, como por exemplo, as meninas, mulheres, pessoas idosas, com menos recursos financeiros, com deficiências e doenças crônicas, populações marginalizadas e povos indígenas.

O sedentarismo é mais do que um desafio para a saúde. Globalmente, a inatividade física custa 54 bilhões de dólares em assistência médica direta. Do montante, 57% ficam a cargo do setor público. Outros 14 bilhões de dólares em perdas econômicas são atribuídos a quedas de produtividade.

A atividade física regular é fundamental para prevenir e tratar doenças crônicas não transmissíveis, como a obesidade, a cardíaca, acidentes vasculares cerebrais, diabetes, câncer de mama e de colo do útero. Essas enfermidades são responsáveis por 71% de todas as mortes no mundo, incluindo as mortes de 15 milhões de pessoas por ano com idade entre 30 e 70 anos.

“Você não precisa ser um atleta profissional para ser ativo. Usar as escadas em vez do elevador faz a diferença. Ou andar e usar a bicicleta em vez de dirigir até a padaria do bairro. São as escolhas que fazemos todos os dias que podem nos manter saudáveis. Os líderes devem ajudar a tornar essas escolhas mais fáceis”, acrescentou Tedros.

O plano global da OMS visa aumentar a prática das atividades físicas em 15% até 2030. A estratégia aborda 20 áreas políticas para tornar espaços públicos mais propícios à prática de exercícios para pessoas de todas as idades e habilidades. Objetivo é incentivar mais caminhadas, ciclismo, esportes, recreação ativa, dança e jogos.

A OMS também está lançando uma campanha de conscientização no mundo todo: Sejamos ativos: todos, em todos os lugares, todos os dias. Iniciativa encoraja os governos e as autoridades municipais a estimular a prática de atividades físicas entre a população. O projeto realizou a primeira caminhada da OMS em 20 de maio, em Genebra, às vésperas da Assembleia Mundial da Saúde, ao atrair mais de 4 mil pessoas para uma Corrida de rua.


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