domingo, 3 de fevereiro de 2019

HISTÓRIA DA ATIVIDADE FÍSICA AO LONGO DA HISTÓRIA



HISTÓRIA DA ATIVIDADE FÍSICA AO LONGO DA HISTÓRIA - TEXTO


Cleide Maria Pessoa Moreira

Em todos os tempos, da pré-história até hoje, todas as atividades humanas dependem do movimento.
Os homens da caverna utilizavam a força, a velocidade e a resistência para as suas sobrevivências. E, conforme iam surgindo situações para transportar algo, valiam-se dos seus corpos, como forma de locomoção de um lugar para outro. Realizavam longas caminhadas, lutavam, corriam, nadavam, arremessavam objetos e tinham como principal fonte econômica à caça e a pesca.
A dança era uma das atividades físicas mais significativas, onde eles expressavam os sentimentos de tristeza e alegria, exibiam suas qualidades físicas e também a sua religiosidade.
Já o jogo foi uma das atividades sociais de maior importância (jogo: auxilia no desenvolvimento motor, raciocínio, sentidos, afetivo e social da criança).
Segundo MARINHO (1984), tudo que fazia em forma de movimento corporal estava ligada ao simbolismo: o salto em altura, simbolizava o crescimento das raízes, a corrida lembrava o ondear das espigas e a velocidade era valorizada como a essência da juventude... .
Muitos povos se valiam da atividade física para vários fins:
Os chineses eram voltados à saúde, se preocupavam com os hábitos higiênicos, com a postura correta, com a ginástica curativa, com a massagem e com a prática dos exercícios físicos, que consideravam de vital importância para o homem.
Os hindus (Índia) tinham como prática principal a Yoga, que trabalhava bastante a respiração, a qual não estava voltada só para o físico, mas também para o intelectual, o emocional e o espiritual, objetivavam a purificação do corpo.
Os egípcios exercitavam os seus guerreiros com treinamentos rígidos e como práticas esportivas tinha à luta, o remo, o atletismo etc.
Os gregos, – Para TEIXEIRA (1994), a Grécia Antiga tinha o mérito de não separar o físico do intelecto. Os atletas eram considerados exemplos a serem seguidos pelas pessoas e a preparação física fazia parte da educação dos jovens. Da Grécia surgiram muitas práticas atléticas atuais e o mais importante evento esportivo mundial, os Jogos Olímpicos.
Os romanos – enquanto os gregos eram voltados para a arte, a educação, ao intelecto e a sensibilidade para a formação do homem, os romanos eram um povo guerreiro preocupados em desenvolver a arte militar, como corrida de bigas, duelo de gladiadores e a luta de homens com animais.
Na Idade média a Educação Física foi quase abandonada. Com o domínio da igreja, para garantir o poder e a riqueza, tudo que se fazia com relação ao exercício físico era considerado pecado e passivo de punição. Somente os nobres praticavam as justas e os torneios.
Os ingleses – destacavam-se por possuírem uma mentalidade esportiva. Preferiram como esporte medieval às atividades coletivas, como jogos com bola (Rugby).
Na Idade Contemporânea a Educação Física volta ser necessária e passa a ser ensinada nas escolas. Nesse período surgem o Handebol, o Basquetebol e o Voleibol. O Barão de Coubertin faz renascer os Jogos Olímpicos e divulga o esporte como meio de integração entre os povos.

Referência:

BREGOLATO, Roseli Aparecida. Textos de Educação Física para sala de aula, 1984.
Teixeira, Hudson Ventura. Educação Física e Desportos. 1995.

quarta-feira, 20 de junho de 2018

VOLEIBOL: HISTÓRIA, FUNDAMENTOS E REGRAS.

As regras do voleibol começaram simples, com uma corda dividindo a quadra, para evitar o contato físico e diminuir as lesões. Mas foram se modificando ao longo do tempo. Atualmente, ainda sofre interferência da televisão para encaixar o jogo aos moldes da televisão e patrocinadores.
Os fundamentos são os movimentos específicos de cada esporte, auxiliam a equipe a alcançar o objetivo do jogo. No caso, do voleibol, o objetivo do jogo é colocar a bola no chão da quadra adversária e evitar que a bola cai na quadra. O tênis de campo influenciou muito o voleibol quando surgiu, um exemplo é o saque por cima da rede.
A história do voleibol, como o do Basquete foi criado logo após o Futebol Americano, nos E.U.A, por professores de Educação Física, da escola Associação Cristã de Moços (ACM), no século XIX, para as pessoas que frequentava a escola e foi se popularizando pelo mundo no século XX, com a ajuda dos meios de comunicação.

domingo, 17 de junho de 2018

CONHECENDO O VOLEIBOL E A EVOLUÇÃO DAS REGRAS


          O vôlei é um esporte praticado numa quadra dividida em duas partes, por uma rede, possuindo duas equipes de 06 (seis) jogadores em cada lado. O objetivo da modalidade é fazer passar a bola sobre a rede de modo a que esta toque no chão dentro da quadra adversária, ao mesmo tempo que se evita que os adversários consigam fazer o mesmo. Para conseguir alcançar o objetivo do jogo é necessário realizar os fundamentos, como o saque para iniciar o jogo, receber a bola com a manchete, levantar com o toque, atacar com a cortada e defender com o bloqueio. O voleibol é um esporte olímpico e tem suas regras reguladas pela Federation Internationale de Volleyball (FIVB).
O voleibol foi criado pelo professor de Educação Física, norte-americano William George Morgan, na Associação Cristã de Moços (ACM), na cidade de Holyoke, no estado de Massachusetts, nos (EUA), em 1895.
Sua criação veio logo após o surgimento do basquetebol, com grande aceitação por não ter nenhum tipo de contato físico e diminuir as lesões nos alunos praticantes. A ideia foi desenvolver uma modalidade que fosse mais leve e, ao mesmo tempo, estimulante para seus alunos.
O jogo de Tênis foi de grande influência para Morgan na criação do voleibol de alguns movimentos específicos (fundamentos) e algumas regras, como por exemplo, as redes, quadra e a lógica de passar e repassar a bola de um lado para o outro.
Entretanto, desejava que sua modalidade não exigisse tantos materiais e recursos. Assim, nascia o voleibol, um esporte que podia ser jogado em áreas abertas ou fechadas, com mais ou menos pessoas, e que não requeria materiais específicos (a bola era passada pelas próprias mãos dos jogadores).
Os maiores problemas enfrentados por Morgan se concentraram na decisão de qual tipo de bola deveria ser utilizado. A primeira opção era usar a bola de basquete, porém rapidamente o professor viu que a mesma era muito pesada. Posteriormente, tentou usar apenas a câmara de ar da bola de basquete, contudo ficou algo bastante leve para a prática. A questão somente foi resolvida depois que Morgan solicitou à firma A.G. Spalding & Brothers a fabricação de uma bola especialmente adaptada às necessidades do voleibol, algo bastante parecido com a bola que conhecemos hoje em dia.
A primeira partida pública de voleibol ocorreu em 1896, durante uma convenção de professores de Educação Física da ACM, na universidade de Springfield. Uma curiosidade é que até esta data, Morgan chamava o esporte de “Minonette”. Foi após a primeira demonstração da modalidade que o nome pelo qual conhecemos o esporte foi sugerido pelo professor Alfred Halstead.
Nos anos seguintes, o voleibol já se espalhava por diversas cidades americanas. Posteriormente, graças ao alcance da Associação Cristã de Moços Internacional, o esporte se difundiu por vários países, como Canadá, Cuba, Filipinas, China, Japão e grande parte da Europa.
O vôlei se tornou conhecido na América Latina por volta de 1910, quando autoridades peruanas entraram em contato com educadores físicos dos Estados Unidos em busca de aprimoramentos em seus programas de Educação Física. Não se sabe exatamente quando o esporte chegou ao Brasil. Acredita-se que o mesmo tenha sido introduzido pela ACM de São Paulo, por volta de 1916.
A evolução do voleibol veio junto ao surgimento da Federação Internacional de Volleyball (FIVB), em 1947, e dois anos mais tarde, em 1949, foi realizado o primeiro Campeonato Mundial de Voleibol, apenas para os homens. Só em 1952, foi realizado para o sexo feminino. Em 1964, o voleibol passou a integrar os Jogos Olímpicos e se mantêm até os dias de hoje.
Houve grande variação de tipos de jogos, ao longo do tempo, com o voleibol, por exemplo, o voleibol de praia, voleibol de rua, voleibol sentado e a adaptação do voleibol nas escolas, com número de jogadores e espaço reduzido. As regras do jogo foram o que mais modificou, principalmente com a transmissão do jogo pela televisão, o que não ocorreu com o basquete, com o futebol americano e o tênis.
A primeira medalha de ouro olímpica conquistada por um país lusófono foi obtida pela equipe masculina de vôlei do Brasil nos Jogos Olímpicos de Verão de 1992. A proeza se repetiu nos Jogos Olímpicos de Verão de 2004 e nos Jogos Olímpicos de Verão de 2008 e 2012 foi a vez da seleção brasileira feminina ganhar a sua medalha de ouro em Olimpíadas. No Brasil, em 2016, a seleção brasileira masculina consegue conquista o lugar mais alto do pódio, consagrando a melhor seleção do mundo, naquele ano.

Regras básicas

Cada equipe de voleibol é constituída por 12 jogadores: seis efetivos (sendo um líbero, introduzido no ano 1998, para deixar o jogo mais emocionante) e seis reservas. Em quadra ficam dois times de seis jogadores, cada um. As equipes são separadas por uma rede no meio da quadra.
O jogo começa com um dos times que devem sacar. Logo depois do saque a bola deve ultrapassar a rede e seguir ao campo do adversário onde os jogadores tentam evitar que a bola entre no seu campo usando qualquer parte do corpo (antes não era válido usar membros da cintura para baixo, mas as regras foram mudadas).
O jogador pode rebater a bola para que ela passe para o campo adversário sendo permitidos dar até três toques na bola antes que ela passe, sempre alternando os jogadores que dão os toques. Caso a bola caia é ponto do time adversário.
O jogador não pode encostar na rede. O mesmo jogador não pode dar 2 ou mais toques seguidos na bola, exceção no caso do toque de Bloqueio.
A quadra é retangular, com a dimensão de 18 x 9 metros, com uma rede no meio colocada a uma altura variável, conforme o sexo e a categoria dos jogadores, para os homens a medida de 2,43 m e para as mulheres a medida de 2,24 m. É dividida por uma linha central em um dos lados de nove metros que constituem as quadras de cada time. O objetivo principal é conquistar pontos fazendo a bola encostar na quadra adversária ou sair da área de jogo após ter sido tocada por um oponente.
As partidas de voleibol são confrontos envolvendo duas equipes disputados em ginásio coberto ou ao ar livre conforme desejado. No voleibol, todas as linhas delimitadoras são consideradas parte integrante do campo. Deste modo, uma bola que toca a linha é considerada "dentro" (válida), e não "fora" (inválida). Acima da quadra, o espaço aéreo é delimitado no sentido lateral por duas antenas postadas em cada uma das extremidades da rede. No sentido vertical, os únicos limites são as estruturas físicas do ginásio. Caso a bola toque em uma das antenas ou nas estruturas físicas do ginásio, o ponto vai automaticamente para o oponente do último jogador que a tocou.
O jogo de voleibol, ao contrário de muitos esportes, tais como o futebol ou o basquetebol, é jogado por pontos, e não por tempo. Cada partida é dividida em sets que terminam quando uma das duas equipes, conquista 25 pontos. Deve haver também uma diferença de no mínimo dois pontos com relação ao placar do adversário – caso contrário, a disputa prossegue até que tal diferença seja atingida. O vencedor será aquele que conquistar primeiramente três sets. Como o jogo termina quando um time completa três sets vencidos, cada partida de voleibol dura no máximo cinco sets ou melhor de 3. Se isto ocorrer, o último recebe o nome de tie-break e termina quando um dos times atinge a marca de 15, e não 25 pontos. Como no caso dos demais, também é necessária uma diferença de dois pontos com relação ao placar do adversário.
Cada equipe é composta por doze jogadores, dos quais seis estão atuando na quadra e seis permanecem no banco na qualidade de reservas. As substituições são limitadas: cada técnico pode realizar no máximo seis por set, e cada jogador só pode ser substituído uma única vez - com exceção do líbero - devendo necessariamente retornar à quadra para ocupar a posição daquele que tomara originalmente o seu lugar.
Os seis jogadores de cada equipe são dispostos na quadra do seguinte modo, no sentido do comprimento, três estão mais próximos da rede, 4, 3 e 2, e três estão entre as linhas de 9 metros e a linha de fundo, 5, 6 e 1. O rodízio, no sentido horário, só é realizado quando a equipe adquiri a posse de bola do adversário, ao permanecer com a posse de bola e a marcação de pontos, a equipe não realiza o rodízio. Se o time que conquistou o ponto não foi o mesmo que havia sacado, os jogadores devem deslocar-se em sentido horário, passando a ocupar a próxima posição de número inferior à sua na quadra (ou a posição 3, no caso do atleta que ocupava a posição 4). Este movimento é denominado rodízio.
          Antigamente, existia a vantagem durante a partida de voleibol, deixando a partida longo e demorada. A vantagem era a ação de adquirir a posse de bola para sacar e depois marcar o ponto. O que levava uma troca de vantagens entre as equipes mas sem nenhum ponto. A televisão, na intenção de popularizar o voleibol, influenciou a retirada da vantagem, em 1998, para a marcação direta de pontos, o que teve nas partidas uma dinâmica muito maior e a duração das partidas menores.
         No início de cada set, o jogador que ocupa a posição 1 realiza o saque. Os oponentes devem então fazer a bola retornar tocando-a no máximo três vezes, e evitando que o mesmo jogador toque-a por duas vezes consecutivas. O primeiro contato com a bola após o saque é denominado recepção ou passe, com a manchete e seu objetivo primordial é evitar que ela atinja uma área válida do campo. Segue-se então usualmente o levantamento, de preferência com o toque, que procura colocar a bola no ar de modo a permitir que um terceiro jogador realize o ataque, com a cortada, acerte-a de forma a fazê-la aterrissar na quadra adversária, conquistando deste modo o ponto. No momento em que o time adversário vai atacar, os jogadores que ocupam as posições 2, 3 e 4, próximos a rede, podem saltar e estender os braços, numa tentativa de impedir ou dificultar a passagem da bola por sobre a rede. Este movimento é denominado bloqueio, e não é permitido para os outros três atletas que compõem o restante da equipe. Em termos técnicos, os jogadores que ocupam as posições 1, 6 e 5 só podem acertar a bola acima da altura da rede em direção à quadra adversária se estiverem no "fundo" de sua própria quadra.
Outra mudança tática do jogo de voleibol, ao longo do tempo, foi o ataque de fundo, ao tentar surpreender a defesa adversária. Para atacar do fundo, o atleta deve saltar sem tocar com os pés na linha de três metros ou na área por ela delimitada, o contato posterior com a bola, contudo, pode ocorrer no espaço aéreo frontal.
Após o ataque adversário, o time procura interceptar a trajetória da bola com os braços ou com outras partes do corpo para evitar que ela aterrisse na quadra. Se obtém sucesso, diz-se que foi feita uma defesa, e seguem-se novos levantamento e ataque. O jogo continua até que uma das equipes cometa um erro ou consiga fazer a bola tocar o campo do lado oponente.
O voleibol teve a oportunidade de ampliar sua “popularidade” por meio da televisão e as conquistas de título, ao longo do século passado. O processo de transição do esporte foi transformado em espetáculo por meio das mudanças de suas regras para “garantir o público consumidor”. Ao atender as expectativas da televisão e tornar – se mais atraente e popular, passou por mudanças, tanto na dinâmica do jogo, ao retirar a vantagem, a introdução do líbero, o toque na rede pela bola na realização do saque e cair na quadra adversária e na disputa de melhor de 5 sets, os quatro primeiros sets passaram de 15 para 25 pontos. O voleibol, com a ajuda da televisão e o interesse de outros agentes envolvidos (dirigentes, técnicos, jogadores, etc.) passou de um esporte pouco conhecido, voltado para as classes mais abastadas, a um esporte “popular”, conhecido e praticado por pessoas de todas as classes sociais e de todas as regiões do Brasil.

Referencial bibliográfico:
http://www.historiadetudo.com/voleibol, acessado em 16 de julho de 2014.
http://culturacorporalprofjorgeluiz.blogspot.com/, acessado em 11 de julho de 2014.
Costa, F. R.; Souza Junior, G. A. de.; Souza, I. F. de.; Costa, M. P. da S.; Vaz, R. Apostila de Educação Física. Colégio da Polícia Militar de Goiás, Polivalente Modelo Vasco dos Reis. 2014.

quinta-feira, 7 de junho de 2018

CRITÉRIO DE AVALIAÇÃO PRÁTICA DO 2º BIMESTRE

A avaliação é um processo contínuo e sistemático que tem como principal finalidade contribuir para que os alunos atinjam determinados objetivos estabelecidos para a aprendizagem (estabelecidos no plano anual e bimestral de atividades curriculares. Pode ser utilizado como parâmetro de comparação individual do caminho percorrido durante o bimestre, perceber como iniciou e como terminou o período adotado para a apresentação do conteúdo. Tem características positivas quando o aluno identifica onde está errando para poder corrigir e superar as dificuldades de aprendizado junto ao professor e alcançar o conhecimento pleno.  

A disciplina de Educação Física encontra no processo avaliativo um instrumento regulador importantíssimo da sua qualidade. “Os critérios de avaliação estabelecidos pela escola e pelo professor permitirão determinar, concretamente esse grau de sucesso. É fundamental existir um compromisso de todo o grupo para que todos os alunos trabalhem para atingir no final do ciclo, os mesmos objetivos segundo a mesma qualidade de realização”. 

O processo de ensino – aprendizagem tem como referência fundamental para o sucesso nesta disciplina, 4 áreas de avaliação: 

ÁREA A – Domínio Motor. Esta área visa avaliar os alunos nas matérias realizadas e certificar se estes atingiram os objetivos no final do ano.

ÁREA B – Condição Física. Esta área refere-se à condição física dos alunos. Todas as capacidades físicas devem ser trabalhadas e avaliadas. Os alunos serão avaliados nos seguintes testes: Resistência (Vaivém), Flexibilidade inferior (Senta e Alcança), Força média (Abdominais) e Força superior (Extensões de braços).

ÁREA C – Domínio Cognitivo. A área dos conhecimentos refere-se à aquisição por parte dos alunos, conhecimento do objetivo do jogo e das tarefas propostas, conhece a função e modos de execução dos elementos da modalidade e compreende e aplica as regras. A avaliação dos conteúdos será realizada através da observação direta, questionamento oral na aula, relatórios de aula e fichas formativas, sempre que solicitadas pelo professor.

ÁREA D – Domínio das Atitudes. Esta área visa avaliar comportamentos dos alunos. Objetivamente os alunos irão ser avaliados nos seguintes parâmetros: Cooperação (colaboração com os colegas e professor), Aceita e respeita as regras, Cordialidade (respeito com os colegas e professor), Empenho (participação e interesse), Persistência nas atividades, e Responsabilidade (pontualidade, assiduidade e cumprimento de tarefas).

CRITÉRIO ADOTADOS PARA A AVALIAÇÃO PRÁTICA 2º BIMESTRE
ÁREAS DOMÍNIOS CONTEÚDOS %
Área A Domínio Motor Voleibol 60%
Área DDomínio das AtitudesResponsabilidade
Empenho/persistente na atividade
Respeito as regras
Cordialidade
Cooperação
40%


Para avaliar o Domínio Motor (Área A) analisa-se, se o aluno cumpre os objetivos por nível. 
A avaliação deste domínio é feita tendo em conta as diferentes características da matéria lecionada, a saber:
Os jogos desportivos coletivos a avaliação é feita colocando os alunos em situação de jogo. 
Executa os movimento do voleibol
Consegue realizar com habilidade os movimentos trabalhados
É preciso nos movimentos realizados
Tem facilidade em expressar-se corporalmente
Tem facilidade em expressar-se corporalmente
Utiliza as estratégias básicas de jogo
Possui reflexos em movimentos
Possui harmonia nos movimento básicos
Colocar em situação diferente do jogo.

Para avaliar o Domínio das Atitudes (Área D) visa avaliar comportamentos dos alunos. Objetivamente os alunos irão ser avaliados nos seguintes parâmetros: aceita e respeita as regras; é responsável pela construção do conhecimento; é empenhado; persiste e persegue o sucesso da atividade; consegue ouvir o colega e o professor; relacionamento; pontualidade/assiduidade; cordialidade.

Referencial:
Brasil. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais : Educação física. Secretaria de Educação Fundamental. Brasília: MEC/SEF, 1997.
Programas de Educação Física. Externato João Alberto Faria. 2014/2015. Acessado em: <http://www.ejaf.pt/site/pdfs_informativos/Crit_Av_Ed_fis_1415.pdf>, no dia dia 07 de maio de 2016.

quinta-feira, 10 de maio de 2018

TELEVISÃO: UM MEIO DE COMUNICAÇÃO DE MASSA



Os meios de comunicação de massa são os meios e instrumentos mais populares de divulgação das informações. A televisão, em especial, tornou-se um meio de comunicação de massa, a partir do momento que o domínio da nova tecnologia possibilitou à maioria das pessoas acesso aos aparelhos de TV.

A televisão é uma das formas de transmissão que atinge grande parte dos lares brasileiros, divulgando uma série de informações, determinadas por seus programadores e/ou patrocinadores. Existe uma série de critérios, que visam atingir às exigências dos patrocinadores, além de interesses políticos e ideológicos da elite, como por exemplo, o futebol no Brasil.

Na programação a ser exibida, o futebol ocupa um lugar central, por vários fatores que contribuem aos objetivos da televisão. A mídia televisiva em suas programações, objetiva adquirir sempre maior público. Para isso, as emissoras de televisão procura transformar as transmissões esportivas em atrações que beiram ao espetáculo. 

Essa forma moderna de transmissão tem feito o telespectador ter a impressão de estar sempre acompanhando o espetáculo no local onde está sendo realizado, dada a gama de possibilidades de visualização dos lances, sendo que, às vezes, em melhores condições do que aqueles que estão no local. A televisão destina, ao esporte, horários diversificados de transmissão, procurando atender, quase sempre, a lógica mercadológica imposta às transmissões. Essas transmissões compõem um quadro de programação, em que existem infinidades de atrações, desde filmes até telenovelas.

Se observar a qualidade dessas transmissões, você verá que a televisão tem como aspecto principal a informação já bastante simplificada. Isso significa reportagens curtas, de fácil entendimento, e que proporcionem ao público uma sensação de agradabilidade ao assistir. Mas o que essas características têm em comum com o esporte em geral e, especificamente, com o voleibol ou com o futebol?

A programação da televisão não deve ser maçante ou entediante. Deve proporcionar ao público novas emoções e sensações a todo instante. O voleibol, assim como qualquer esporte, não possui enredo pré – definido, ou seja, não se sabe qual será o desenvolvimento completo do jogo (ainda que os resultados possam ser manipulados, mas aí só se saberia a priori o resultado dos acontecimentos por um pequeno grupo de “interessados”). Isso já atinge o objetivo voltado para a criação de novas sensações a todo momento, uma espécie de imprevisibilidade.

Outra questão interessante, que você pode perceber no voleibol e atinge as perspectivas da televisão, é a previsibilidade de tempo do jogo. Perceba na programação da televisão, tudo tem tempo estipulado, devendo seguir as determinações. Neste sentido, esportes que possuam uma previsibilidade são interessantes para a televisão. Já imaginou uma partida de tênis? Chega a durar 4 horas, como ficariam os quadros de programação geral da emissora?

O voleibol teve a oportunidade de ampliar sua “popularidade” por meio da espetacularização efetuada na televisão, e, com isso, divulgar os produtos dos novos patrocinadores que começavam a se interessar pelo esporte. O processo de transição do esporte transformado em espetáculo por meio das mudanças de suas regras para “garantir o público consumidor”.

A partir das relações entre os clubes, confederações e organizadores de torneios vinculados aos interesses das emissoras de TV, o voleibol se transformou em esporte espetáculo, cujo objetivo tem por trás da diversão, e simples competição, o incentivo ao consumo de grandes marcas esportivas, produtos variados, formas e estilos de vida, modismos e ideias.

Nesse contexto, o voleibol, com a ajuda da televisão e o interesse de outros agentes envolvidos (dirigentes, técnicos, jogadores, etc.) passou de um esporte pouco conhecido, voltado para as classes mais abastadas, a um esporte “popular”, conhecido e praticado por pessoas de todas as classes sociais e de todas as regiões do Brasil. Tornou-se um empreendimento, marca registrada que rende milhões anualmente.


Referencial: Vários autores. Educação Física. Curitiba: SEED/PR, 2006, 37 a 43 p.


INDUSTRIA CULTURAL E MEIO DE COMUNICAÇÃO DE MASSA


As relações entre cultura de massa, indústria cultural e meios de comunicação de massa parecem indicar uma coisa só, mas apresentam fundamentos distintos na estratégia de consolidação da ideologia capitalista. A cultura erudita é produzida pela classe dominante (elite), a cultura popular é produzida pelas classes populares, que se refere a tradição, o folclore e a religião. A cultura de massa é produzido para as massas. Ela é gerada no interior da indústria cultural, no conjunto de empresas vinculadas à classe dominante (elite) que tem como função “produzir” cultura para a massa (classe trabalhadora/popular) em forma de objeto de consumo.

Isso acontece pela massificação de saberes e padrões de comportamento que interessam às classes dominantes, para que sejam adotadas como referência pelas classes dominadas. Por meio de inúmeros produtos (novelas, filmes, livros, shows, programas de TV, revista, música, etc), há uma divulgação de elementos culturais que tem como ideia inicial a consolidação de valores e comportamentos que reforçam a ordem social capitalista. Para isso, esses produtos incentivam o consumo, a padronização dos gostos, em um processo em que prevalece a busca pelo lucro.

Os meios de comunicação de massa (televisão, rádio, cinema, jornais, etc), que são os principais veículos de divulgação da cultura de massa. São responsáveis por transmitir as ideais das classes dominantes para o conjunto de pessoa, por exemplo o jovem, como forma de controle hegemônico sobre as classes dominadas. Por exemplo, quando um programa jornalístico de uma emissora de televisão apresenta uma notícia, o modo como são narrados os fatos ou apresentadas as entrevistas não é neutro. Procura – se construir determinado olhar sobre a realidade que representa a visão dos donos do veículo de comunicação em que a informação está sendo divulgada. Atualmente, o principal modo de obter informação é por meio da televisão, assim sendo, é o veículo essencial para a difusão da cultura e da ideologia dominantes.

Esta relação de cultura e poder (controle social), levou Theodor Adorno e Max Horkheimer (1985 – 1973) criarem, em 1940, o conceito de indústria cultural. Esse conceito foi elaborado para designar o modo como se produz “cultura”, com base na padronização verificada em qualquer outra produção industrial. Com a Revolução Industrial foi possível fabricar em grande escala produtos padronizados, para a sociedade de consumo. Assim, as empresas responsáveis pela produção de bens culturais como mercadoria fazem parte da indústria cultural. A produção da cultura passou a ter como principal finalidade o lucro. A arte deixa de exercer sua autonomia de criticar a sociedade para tornar – se produtos mais rentáveis e aceito pelos consumidores.

A cultura de massa, como produto da indústria cultural, se sustenta oferecendo divertimento e produzindo conformismo. A diversão propiciada pelos produtos da indústria cultural, muitas vezes mascara os conflitos existentes na sociedade. O conformismo refere – se a aceitação da realidade social, como mostrada pelos meios de comunicação, que não lhe fazem nenhuma crítica. O divertimento e o entretenimento reforçam a naturalização das situações de opressão e desigualdades apresentadas nos filmes, nas telenovelas e nas séries de televisão.

Esse processo de naturalização e conformismo produz a alienação das massas. Funciona como mecanismo de controle social, pois neutraliza a possibilidade de o indivíduo entender e criticar os padrões de relações sociais aos quais está submetido. Assim, a ideologia dominante transmitida por esses produtos culturais permite a reprodução das relações de dominação na sociedade.

O filme “À procura da felicidade” (2006) reforça a ideia de que o indivíduo tem total controle sobre sua vida. Basta que ele trabalhe muito para que no final seja recompensado. Essa ideologia de “se quiser, você consegue” ignora a influência das estruturas sociais na vida das pessoas, dificultando o surgimento de um olhar crítico sobre a sociedade.

Durante sua leitura, teve alguma palavra que você não entendeu? Sim? Não? Pesquise seus conceitos e significados no dicionário da biblioteca da escola e anote no seu caderno. Poderá facilitar o entendimento sobre o texto e ampliar seu conhecimento. Buscar outras referências também é muito importante. Por exemplo, livro de Sociologia, de Nelson Dacio Tomazi, da editora Saraiva.

SILVA, A. et al. Sociologia em movimento. Editora Moderna: São Paulo, 2013, 81 a 83 p.

HIP-HOP: movimento de resistência ou consumo?

 AS RAIZES DO HIP HOP Alguns pesquisadores dizem que o Movimento Hip Hop surgiu nos guetos dos Estados Unidos da América, a partir da união ...